FGC ainda tem R$ 1,83 bi para devolver a clientes do grupo Master
O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) ainda mantém R$ 1,83 bilhão disponível para clientes do grupo Master que não solicitaram a devolução. Entenda quem tem direito, como consultar e o prazo para receber.
Larissa Coutinho · Consultora de carreira internacional · 15 de julho de 2026 · 3 min FGC ainda tem R$ 1,83 bi para devolver a clientes do grupo Master
Sim, o FGC ainda tem R$ 1,83 bilhão para devolver a clientes do grupo Master. O valor corresponde a depósitos, aplicações e outros créditos cobertos pelo fundo. Para consultar, acesse o site oficial do FGC com CPF ou CNPJ e número do contrato. O prazo para solicitar a devolução é indeterminado, mas recomenda-se agilizar o pedido.
O erro que atrasa o recebimento
Muita gente acha que o pagamento é automático, que o fundo vai entrar em contato. Não é assim. O FGC só devolve mediante solicitação do cliente. Se você não pediu, o dinheiro continua lá, R$ 1,83 bilhão parado, segundo o próprio FGC.
A gente monta o caminho passo a passo para você não perder esse direito.
Quem tem direito ao resgate
Tem direito quem tinha depósitos à vista, poupança, CDB, RDB, LCI, LCA ou letras hipotecárias no Banco Master ou nas instituições do grupo Master (como o Banco Máxima) até a data da intervenção. O FGC cobre até R$ 250 mil por CPF por instituição, conforme regra geral.
E se o valor for maior que R$ 250 mil?
O FGC cobre apenas o limite. O que exceder precisa ser reclamado na recuperação judicial ou extrajudicial da instituição. Dados oficiais do Banco Central indicam que o processo de liquidação do grupo Master segue em andamento.
Como consultar se você tem valores a receber
A consulta é online e leva poucos minutos. Você vai precisar de:
- CPF ou CNPJ
- Número do contrato (se tiver)
- Dados da conta (agência, conta, tipo de aplicação)
Acesse o site do FGC (fgc.org.br), vá em "Consulta de Valores a Receber" e informe os dados. O sistema mostra se há saldo disponível e o valor exato.
E se eu não lembrar o número do contrato?
Sem problemas. O FGC permite consulta com CPF e dados básicos. Em caso de dúvida, o Banco Central também disponibiliza o Sistema de Valores a Receber (SVR) para consultar valores não reclamados de instituições em liquidação.
Documentos necessários para o saque
Para receber, prepare:
- Documento de identidade com foto (RG ou CNH)
- CPF
- Comprovante de residência atualizado
- Dados bancários para depósito (conta em seu nome)
- Contrato ou extrato da aplicação (se disponível)
Se for pessoa jurídica, acrescente contrato social e procuração do representante legal.
Passo a passo do pedido de devolução
A solicitação é feita exclusivamente pelo site do FGC. Não há atendimento presencial para este caso.
- Acesse fgc.org.br
- Clique em "Solicitar Devolução"
- Preencha o formulário com seus dados
- Anexe os documentos digitalizados
- Confirme e aguarde o e-mail de confirmação
O prazo para o depósito é de até 30 dias úteis após a aprovação. Segundo o FGC, 95% dos pedidos são aprovados em até 15 dias.
O que fazer se o pedido for negado
Se o FGC negar a solicitação, você pode:
- Revisar os documentos e corrigir erros
- Entrar com recurso administrativo no próprio FGC
- Procurar o Banco Central para mediação
- Buscar assistência jurídica especializada
Recrutador de fora repara nisso primeiro: ter documentação organizada acelera qualquer processo.
Perguntas Frequentes
O FGC ainda está pagando clientes do grupo Master?
Sim. O fundo mantém R$ 1,83 bilhão disponível para devolução. O processo continua ativo.
Qual o prazo para solicitar a devolução?
Não há prazo final definido. Mas quanto antes você pedir, mais rápido recebe.
Preciso de advogado para receber?
Não. A solicitação é feita diretamente pelo site do FGC, sem custos.
O valor cobre aplicações em CDB e LCI?
Sim, desde que dentro do limite de R$ 250 mil por CPF por instituição.
Como saber se meu dinheiro está incluído?
Consulte no site do FGC com seu CPF. O sistema informa se há valores a receber.
O FGC cobra alguma taxa?
Não. O serviço é gratuito. Desconfie de intermediários que cobram para "agilizar" o pagamento.