Copa do Mundo feminina no Brasil deve movimentar R$ 8,8 bilhões: entenda
A Copa do Mundo feminina de 2027 no Brasil deve injetar R$ 8,8 bilhões na economia, segundo projeções do governo. Descubra como esse valor se distribui entre turismo, infraestrutura e consumo local.
Diego Albuquerque · Especialista em finanças para o exterior · 15 de julho de 2026 · 3 min Copa do Mundo feminina no Brasil deve movimentar R$ 8,8 bilhões
A Copa do Mundo feminina de 2027, que o Brasil vai sediar, deve movimentar R$ 8,8 bilhões na economia brasileira, segundo estimativas do Ministério do Esporte. Esse valor inclui gastos de turistas estrangeiros, investimentos em infraestrutura e consumo local, com potencial de gerar milhares de empregos temporários. O número, divulgado em maio de 2026, considera desde a preparação até a realização do evento.
De onde vêm os R$ 8,8 bilhões?
O impacto econômico projetado se divide em três grandes áreas. Cerca de 60% devem vir de gastos de turistas, hospedagem, alimentação, transporte e ingressos. Outros 25% correspondem a investimentos em estádios e infraestrutura urbana, como melhorias em aeroportos e mobilidade. O restante, 15%, é atribuído ao consumo local gerado pela organização do evento, como contratação de serviços e compra de materiais.
Segundo o Ministério do Esporte, a expectativa é que a competição atraia mais de 600 mil turistas estrangeiros, cada um gastando em média US$ 1.500 durante a estadia. Esse fluxo de visitantes deve injetar diretamente cerca de R$ 5,3 bilhões na economia.
Comparação com a Copa feminina de 2023
Para ter uma ideia do tamanho desse número, a edição anterior, na Austrália e Nova Zelândia, gerou um impacto econômico estimado em US$ 1,3 bilhão (cerca de R$ 6,5 bilhões na cotação atual, de acordo com o Banco Central). A diferença reflete o maior potencial de consumo no Brasil, que tem uma economia maior e uma rede de turismo mais consolidada.
O Brasil também se beneficia de uma base de fãs de futebol feminino em crescimento. Dados da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) indicam que a audiência dos jogos da seleção feminina aumentou 40% entre 2022 e 2025.
Geração de empregos e legado
A movimentação financeira deve criar cerca de 50 mil empregos temporários, segundo projeções do governo. As áreas mais beneficiadas são turismo, construção civil e serviços. Hotéis em cidades-sede, como São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, já preveem ocupação máxima durante o torneio.
O legado estrutural também é um ponto. As obras de melhoria em estádios e terminais de transporte devem ficar prontas até o início de 2027, beneficiando a população mesmo após o evento. Um exemplo é a reforma do Maracanã, que receberá a final, e deve ampliar a capacidade para 78 mil lugares reforma Maracanã 2027.
Como o dinheiro chega ao seu bolso?
Se você trabalha com turismo, alimentação ou transporte, a Copa pode significar uma alta temporada prolongada. Pequenos negócios próximos aos estádios, como bares e restaurantes, tendem a faturar até 30% a mais durante o evento, segundo estimativas da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel).
Para quem planeja assistir aos jogos, o orçamento precisa considerar não só o ingresso, mas também deslocamento e hospedagem. A dica é comprar passagens aéreas com antecedência: a procura deve elevar os preços em até 50% nas semanas do torneio.
Perguntas Frequentes
Quanto o Brasil vai investir na Copa feminina?
O governo federal prevê investimentos de R$ 1,5 bilhão em infraestrutura, dos quais R$ 800 milhões em estádios e R$ 700 milhões em mobilidade urbana e segurança, segundo o Ministério do Esporte.
Qual cidade vai receber a final?
A final está marcada para o Maracanã, no Rio de Janeiro, que passará por reformas para ampliar a capacidade.
Quantos turistas estrangeiros são esperados?
A estimativa é de mais de 600 mil turistas estrangeiros, cada um gastando em média US$ 1.500.
Quando começa a Copa feminina de 2027?
O torneio está previsto para junho e julho de 2027, com 32 seleções participantes.
Como a Copa feminina impacta o turismo local?
Cidades-sede devem registrar aumento de até 40% na ocupação hoteleira, com geração de empregos temporários em serviços.